Mundo
"Medidas recíprocas". Washington revoga visto da embaixadora do Brasil nos EUA
Um responsável norte-americano explicou aos jornalistas que a revogação do visto não significa que a embaixadora seja expulsa do país.
Os Estados Unidos revogaram esta terça-feira o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
Um alto funcionário do Departamento de Estado explicou à agência Reuters que o visto foi revogado devido ao facto de o Brasil ter retido a aprovação diplomática formal do embaixador nomeado pela Administração Trump para Brasília e ter recusado vistos a vários diplomatas norte-americanos.
O visto da embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti será restabelecido se a situação for resolvida, segundo o mesmo responsável, que falou em condição de anonimato.
“A medida consistiu na revogação ou cancelamento do visto de um diplomata de alto nível aqui presente. Isso não é o mesmo que expulsar a pessoa do país. Significa que a pessoa está aqui, mas sem visto, e que o seu visto será restabelecido se o equilíbrio for restabelecido”, ou seja, se o Brasil aceitar o embaixador nomeado por Washington.
“Está a ser negada aos nossos diplomatas a capacidade de realizar o trabalho rotineiro comum entre os dois países e, por isso, como sabem, nestas circunstâncias, com o longo atraso e sem qualquer promessa de fim do impasse, tomámos medidas recíprocas em relação a uma diplomata brasileira aqui presente para deixar claro que isto não pode ser sempre unilateral”, afirmou o mesmo responsável.
O funcionário garantiu, no entanto, que Washington atribui grande importância à relação com o Brasil e que respeita o povo brasileiro, independentemente do Governo que este escolha através de eleições.
“Queremos regressar a uma situação em que tenhamos uma relação normal, produtiva e transparente com os nossos colegas”, afirmou.Brasil atrasa aprovação de embaixador americano
No mês passado, o Brasil disse ter recusado vistos a funcionários do Gabinete de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado dos EUA, argumentando que a sua visita tinha como objetivo minar o sistema eleitoral brasileiro antes das eleições de outubro.
Além disso, o Governo brasileiro tem adiado há semanas a aprovação formal da nomeação de Daniel Perez para o cargo de embaixador. Perez, deputado estadual da Florida e aliado do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, foi nomeado por Trump para a embaixada.
Na semana passada, uma fonte da agência Reuters avisou que os Estados Unidos poderiam tomar medidas punitivas caso o Governo brasileiro continuasse a recusar a aprovação diplomática formal necessária para que o próximo embaixador dos EUA assumisse o cargo.
A polémica dá-se numa altura em que as relações entre a Administração Trump e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, atravessam um novo período de tensões.
Funcionários da Administração Trump acusaram recentemente o Governo de Lula de censurar conservadores ou de os prejudicar em processos judiciais. Já o Brasil tem reagido ao que considera esforços dos EUA para influenciar a política latino-americana a favor dos conservadores.
Um alto funcionário do Departamento de Estado explicou à agência Reuters que o visto foi revogado devido ao facto de o Brasil ter retido a aprovação diplomática formal do embaixador nomeado pela Administração Trump para Brasília e ter recusado vistos a vários diplomatas norte-americanos.
O visto da embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti será restabelecido se a situação for resolvida, segundo o mesmo responsável, que falou em condição de anonimato.
“A medida consistiu na revogação ou cancelamento do visto de um diplomata de alto nível aqui presente. Isso não é o mesmo que expulsar a pessoa do país. Significa que a pessoa está aqui, mas sem visto, e que o seu visto será restabelecido se o equilíbrio for restabelecido”, ou seja, se o Brasil aceitar o embaixador nomeado por Washington.
“Está a ser negada aos nossos diplomatas a capacidade de realizar o trabalho rotineiro comum entre os dois países e, por isso, como sabem, nestas circunstâncias, com o longo atraso e sem qualquer promessa de fim do impasse, tomámos medidas recíprocas em relação a uma diplomata brasileira aqui presente para deixar claro que isto não pode ser sempre unilateral”, afirmou o mesmo responsável.
O funcionário garantiu, no entanto, que Washington atribui grande importância à relação com o Brasil e que respeita o povo brasileiro, independentemente do Governo que este escolha através de eleições.
“Queremos regressar a uma situação em que tenhamos uma relação normal, produtiva e transparente com os nossos colegas”, afirmou.Brasil atrasa aprovação de embaixador americano
No mês passado, o Brasil disse ter recusado vistos a funcionários do Gabinete de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado dos EUA, argumentando que a sua visita tinha como objetivo minar o sistema eleitoral brasileiro antes das eleições de outubro.
Além disso, o Governo brasileiro tem adiado há semanas a aprovação formal da nomeação de Daniel Perez para o cargo de embaixador. Perez, deputado estadual da Florida e aliado do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, foi nomeado por Trump para a embaixada.
Na semana passada, uma fonte da agência Reuters avisou que os Estados Unidos poderiam tomar medidas punitivas caso o Governo brasileiro continuasse a recusar a aprovação diplomática formal necessária para que o próximo embaixador dos EUA assumisse o cargo.
A polémica dá-se numa altura em que as relações entre a Administração Trump e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, atravessam um novo período de tensões.
Funcionários da Administração Trump acusaram recentemente o Governo de Lula de censurar conservadores ou de os prejudicar em processos judiciais. Já o Brasil tem reagido ao que considera esforços dos EUA para influenciar a política latino-americana a favor dos conservadores.
c/ agências